sexta-feira, 1 de abril de 2016

Classificação

O quanto um aluno pode piorar no Aprendizado? Alguns professores costumam pensar que não há como recuperar o conhecimento que outrora não foi adquirido. 
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Avaliação a Serviço da Aprendizagem X Avaliação Para a Classificação

Leitor, tudo bem? Você gosta de tabelas? Nunca parei para questionar a você. Qual a primeira coisa que vem em mente quando você lembra de tabelas? Acho que cálculos, não é mesmo? No entanto, a tabela a seguir irá o mostrar as diferenças de dois tipos de Avaliação: a Avaliação a Serviço da Aprendizagem e a Avaliação para a Classificação.

Avaliação a Serviço da Aprendizagem
Avaliação para a Classificação
Conhecimento é priorizado
O aluno deve ser padrão
O professor busca ver o lado do aluno
Se o aluno for diferente, não é bom o suficiente para ser aprovado
O professor sabe que o ambiente onde o aluno vive interfere no conhecimento
O professor quer que o aluno seja uma máquina de memorização
O professor tenta ajuda o aluno, de acordo com suas dificuldades
O professor só almeja que o aluno saiba se der bem nas avaliações
O aluno desenvolve habilidades
O aluno não pode ter habilidades
O professor descobre as peculiaridades dos alunos
O professor só pode passar conteúdos
O sistema de ensino é livre
O sistema de ensino aprisiona estudantes e professor, fazendo com que ambos os lados se sufoquem no padrão
As aulas podem ser dinâmicas, desde que ajudem na absorção de conhecimento
As aulas só devem seguir um único estilo
Todo conhecimento é válido
O único conhecimento válido é aquele que esteja adepto ao que foi passado em aula
As provas são vistas de forma positiva
As provas são usadas como tortura para os alunos

A forma de ensinar é correta?

Uma dúvida que sempre vem em mente dos alunos é "a forma que o meu professor me avalia está correta?". Às vezes, no entanto, alguns professores se perguntam se avaliam de forma correta. Desta forma, esse post ajuda ambos os lados - professor e aluno - para descobrir se a forma de avaliação aplicada em sala de aula está ou não sendo executada de uma boa forma.

·        Para que se tenham novos resultados na aprendizagem, é necessário ter novos hábitos: alunos que possuem dificuldade no aprendizado com determinada forma de ensino, dificilmente vão melhorar se a forma de ensino não for modificada;
·        A forma de ensinar está enraizada: já que estão enraizados com a história do professor, sociedade ou, até mesmo, na personalidade;
·        A história da educação aprisiona: os professores se veem presos em padrões que vem desde séculos passados até a modernidade;
·        O mecanismo moderno de ensino é silencioso: tendo em vista que é uma forma de controlar os estudantes e professores;
·        Os exames possuem características antigas: tendo as características presentes desde o século XVI, que usa a ameaça de reprovação como um estimulo para que o aluno se sinta pressionado a estudar;
·        Agir junto aos professores pode reconstruir a maneira que se educa: ao agir junto aos professores, ocorre uma desconstrução do que existe e se constrói um novo com uma nova visão;
·        A maneira atual de ensinar é resistente a mudanças: por passar segurança aos professores de que se pode controlar os alunos através do medo, os educadores se sentem mais confortáveis com a situação e não se incomodam em permanecer com a mesma forma de ensinar;
·        Os exames escolares não auxiliam a produzir bons resultados: tendo em vista que o aluno é visto como uma maquina de memorização;
·        A avaliação ajuda qualquer atividade humana: se há um resultado bem sucedido, conclui-se que o individuo é capaz de atingir bons resultados;
·        Avaliar é aliado para quem almeja bons resultados: tendo em vista que é uma forma de mostrar sucesso, já que avaliação auxilia pessoas que buscam superação.


REFERÊNCIAS


LUCKESI, Cipriano Carlos. De examinar para avaliar, um trânsito difícil, mas necessário. In: LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. Ed. São Paulo: Cortez, 2011, p. 67-72.

Avaliação, prova e vestibular: um árduo esforço para vencer

Olá! Gostaram de utilizar o Mapa Mental? Espero que sim, já que o teremos mais uma vez. 
Para que serve a Avaliação/Prova/Vestibular? Há quatro ramificações principais, a do Aluno, Professor, Aprovação e Reprovação. Curioso para descobrir mais? Veja abaixo: 

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REFERÊNCIAS

HOFFMANN, Jussara. Pontos & Contrapontos: do pensar ao agir em avaliação. 10. Ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.

Avaliação, o que fazer?

Para que serve a Avaliação? O que deve ser feito em uma avaliação? Aprenda mais sobre essas questões agora!

O que é a avaliação? A avaliação é um auxiliador para que se possa notar os resultados obtidos de um curso. Além disso, avaliação ajuda nas decisões a respeito dos alunos – tendo em vista que, as notas obtidas são reflexo do que se “obtêm” de conteúdo – possibilitando a construção de conhecimentos, habilidades e hábitos.
Para que os professores percebam os conhecimentos dos alunos, através da avaliação, é realizado três procedimentos sucessivos:
  •  Medida do aproveitamento escolar;
  • Transformação da medida em nota ou conceito;
  • Utilização dos resultados identificados.
Os resultados da aprendizagem são obtidos pela medida que se é dado através de “acertos”, do assunto que foi aplicado pelo professor, nas questões que, conforme for sendo contabilizada a quantidade de acertos, tendo como medida final o somatório de todas as medidas. A medida do aprendizado do aluno é dada pelos acertos numa prova.
Tendo a medida final, é necessário transformar em uma nota, uma conotação numérica, ou conceito, conotação verbal. Para isso, é utilizada a equivalência entre os acertos e questões para que se possa aplicar uma nota ou conceito merecido. Ao final do bimestre, semestre e ano letivo; se é dada a média, que é obtida através das notas ou conceitos, para que se possa saber a média do conhecimento do aluno. Após se ter o resultado, é necessário o professor o utilizar em alguma das formas:

  •         Registrar no diário de classe ou na caderneta;
  •     Oferecer uma nova avaliação para os alunos que não obtiveram uma boa pontuação;
  •        Tentar observar as dificuldades no aprendizado dos alunos.
Em suma, avaliar é uma coleta, análise e síntese de dados que possibilita a comparação de um objeto a ser avaliado e, a partir do resultado, se tem dados para que se possa ter uma posição positiva ou negativa referente ao aluno. Além disso, a avaliação direciona o objeto avaliado, o aluno, a buscar conhecimento. No entanto, a educação brasileira busca apenas a verificação e não o aprendizado, que é encerrada quando o aluno chega a uma conclusão que se possa julgá-lo com conhecimento suficiente ou insuficiente, o que faz com que os alunos busquem a aprovação apenas por medo e não por necessidade de buscar o aprendizado.
Para que o professor execute uma boa avaliação é necessário:

  • Coletar, analisar e sintetizar objetivamente as condutas dos alunos;
  • Atribuir uma qualidade;
  • Tomar uma decisão a partir da qualidade atribuída.
Como se pode avaliar de uma forma justa ou correta? Para que isso ocorra, um padrão é estabelecido de conhecimento mínimo, habilidades e hábitos que o aluno deve possuir. Essa situação não é aplicada para a verificação, visto que a nota pode ser enganosa e nem sempre vai “mostrar” o que foi adquirido pelo estudante.

REFERÊNCIAS


LUCKESI, Cipriano Carlos. Verificação ou avaliação: o que prática a escola? In: LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. Ed. São Paulo: Cortez, 2011, p. 45-60.

Verificação ou Classificação disfarçada de Avaliação


O que é a Aprovação? Na verdade, a pergunta certa que deve ser realizada é "por que a aprovação?" ou "quais são as cobranças da aprovação?". A aprovação vai bem mais além do que o simples fato de ser lançada uma nota de acordo com o que os alunos respondem nos exames ou demonstram possuir conhecimento nas avaliações. Com base no mapa mental abaixo, pode-se entender melhor sobre o que é a Aprovação.

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REFERÊNCIAS

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação e aprendizagem escolas: apontamentos sobre a pedagogia do exame. In: LUCKESI, Cipriano Carlos. A avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. Ed. São Paulo: Cortez, 2011, p. 35-44.

Portfolio X E-portfolio X Webfolio

O que é portfólio, e-portfólio e webfólio? Quais as diferenças consideradas básicas deles? Nessa publicação você, meu querido leitor, irá aprender um pouco sobre cada.
  • A criação do portfolio pode ajudar na avaliação: Por assumir uma função reguladora, o portfolio serve como uma base para que o professor reflita sobre suas ações e possa ter um desenvolvimento profissional e pessoal ainda maior. Apresenta um potencial alto no que diz respeito a autoavalição e autorreflexão; 
  • Teaching portfolio: Instrumento de crescimento profissional do docente. É visto como uma estratégia que auxilia a avaliação;
  • Exercício da docência: Ajuda no desempenho dos profissionais;
  • Reflexão ajuda no ramo educacional: Refletir a ação e refletir a reflexão da ação contribui no conhecimento profissional do profissional. Sendo assim, este pode melhorar ainda mais. Saber refletir é uma forma de estar na educação;
  • Facilidade na avaliação colabora ou partilhada: Colegas de trabalho ou alunos podem ajudar na avaliação do professor, o que contribuí para a melhora profissional do educador;
  • E-portfolio facilitador: Por ser uma versão digital do portfolio, o e-portfolio é considerado uma nova expressão que, além de otimizar as áreas de desenvolvimento, desenvolve o interesse na comunicação digital;
  • Webfolio e seu diferencial: O Webfolio tem uma granda marca por estar sempre online. Por ser um produto que sempre estará disponível, além de ser atualizável, tem uma interação facilitada e pode receber ideias de quem o lê;
  • Opções metodológicas: Desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, participação na escola e relação com a comunidade, desenvolvimento e formação pessoal ao longo da vida, vertente profissional e ética; são decretos em lei. As ações do professor devem ser baseadas nestas e a utilização do webfolio ajuda no amadurecimento profissional;
  • Reorientação de tendências e transformação de competências: Dar-se através do avanço tecnológico e das aplicações voltadas para a internet, onde o profissional deve-se manter sempre atualizado e de olhar horizontal para as mudanças que ocorrem no dia-a-dia;
  • Surgimento do webfolio: Ocorreu ao longo de 2009/2010, como mais atualização do dia-a-dia de um momento em que tudo está entregue para a tecnologia. Desta maneira, surgiu a nova versão do portfolio e e-portfolio.





REFERENCIAS


MOREIRA, Jacinta Rosa; FERREIRA, Maria José. Webfolios reflexivos: contributos para o desenvolvimento profissional de um professor. ISSN, 2011

O que é ser um bom professor?


Muitas vezes, não sabemos quais são as características consideradas básicas para que um professor seja considerado bom. Essa postagem tem, como objetivo, mostrar quais são essas características e o que se deve ser realizado para que um professor seja considerado bom.

A reflexão em relação à avaliação tem se tornado cada vez mais presente no cotidiano, o que facilita as criticas recebidas por outros profissionais ou responsáveis pelos alunos. As criticas acabam que se tornando um incentivo para mudanças no critério avaliativo e na dinâmica da sala de aula, bem como na gestão escolar e organização do sistema educacional.
O trabalho do professor, constantemente, é visto como algo simples. No entanto, apenas profissionais da área sabem como é árdua a tarefa em ter que “medir” os conhecimentos dos alunos por meio das avaliações que a estes foram submetidas, além de ter que expor aos próprios estudantes, outros profissionais e aos pais.
A avaliação é dita sempre que é de responsabilidade única do professor e que os instrumentos de avaliação devem ser elaborados e aplicados de forma em que sejam analisados de acordo com a vida em que o aluno possui. A avaliação classificatória não proporciona espaço para que haja diálogos e, desta forma, não há espaço para serem comentados os resultados obtidos, tendo como caráter “notar” a ideia do aluno para que possa realizar um julgamento e, por meio do que se foi notado, poder aplicar uma recompensa ou uma punição.  Como tarefa escolar, a avaliação é incluso em práticas sociais para que se possam manipular todos os agentes que nela estão envolvidos – desde alunos até o professor – para que funcione de acordo com a determinação do sujeito de forma em que a qualidade seja sobreposta. O professor deve se esforçar para que os resultados das avaliações mostrem, de fato, qual a verdadeira “nota” do conhecimento dos alunos. A avaliação é considerada como um rendimento como resultado verificável, e não como a aprendizagem ou o ensino; por isso, pode ser medida, nomeada, classificada e hierarquizada.
O ensino, bem como a avaliação, deve ser controlado e apresentar rendimento para que este seja eficaz e, mesmo que não seja notado como as notas da avaliação, o ensino possui mecanismos de vigilância e de punição, visto que, o professor é quem molda os conhecimentos dos alunos e os transforma em objetos de conhecimento.
A avaliação classificatória é interagida como um processo social marcado pela dinâmica da produção de conhecimentos. O processo avaliativo é dado através do acompanhamento à movimentação de constituição das ciências sociais e é caracterizado por duas vertentes: Epistemologia e metodologia positivas (a manipulação do aluno é dada pelo processo de domínio de informações, e tem caráter de avaliação quantitativa) e a constituição de estudos aplicados na sociedade em que se ressalta a especificidade humana (antipositivista e tem paradigmas emergentes).
 Desta forma, pode ser concluído que para que se ocorra a avaliação, deve ser utilizado instrumentos e procedimentos, aplicados cuidadosamente para que o conhecimento não seja controlado e classificado, mas compreendido. Avaliar é uma tarefa árdua e o professor também é avaliado através da forma em que trabalha e avalia.

















REFERENCIAS


ESTEBAN, Maria Teresa. Ser professora: avaliar e ser avaliada. In: ESTEBAN, Maria Teresa (org). Escola, currículo e avaliação. 2 ed. São Paulo, Cortez, 2005, p. 13-37. 

As facilidades do Webfolio

Olá! Tudo bem? A partir dessa postagem, dou inicio ao blog sobre Avaliação e Aprendizagem. Mas o que é Webfólio e quais suas facilidades?

·                O webfólio é uma coleção de trabalhos: Por estar ligado a internet, o webfólio pode conter vários trabalhos em um só lugar, além de manter ligação com outros serviços disponibilizados na internet;
·                O webfólio é uma coleção de todo o trabalho escolar desenvolvido ao longo do ano: Pode ser descrito como um “dossiê”, visto que, o aluno deve descrever aquilo que ele estuda durante todo o ano letivo ou o tempo de duração de determina disciplina, ou curso, que esteja sendo cursado;
·                O webfólio é um instrumento de avaliação: Devido os alunos colocarem no webfólio aquilo que aprendem, os professores podem avaliar;
·                O webfólio é a versão web do portfólio: Como o próprio nome já diz, o webfólio cumpre a função do portfólio, tendo como diferença que um está disponibilizado na internet e o outro apenas em versão física, respectivamente;
·                O webfólio é um agente de aprendizagem: com a construção do webfólio, o estudante está ajudando a si no processo de aprendizagem;
·                O webfólio é capaz de colaborar com o aprendizado de forma qualitativa: a utilização do portfólio – desta forma, o webfólio também – trouxe mudanças em abordagens quantitativas para qualitativas;
·                O webfólio não é um transmissor de conhecimentos em um horário fixado: Por suas informações poderem ser acessadas a qualquer momento, o webfólio não tem horário e nem local para que se possa contribuir com o aprendizado, diferentemente do professor;
·                O webfólio pode ensinar aquilo que a escola não ensina: Os professores nem sempre conseguem passar tudo que precisam para os alunos, por vários motivos internos. Sendo assim, a utilização de webfólios proporciona um “extra” no ensino;
·                O webfólio pode vir a ter mais significado na educação: Torna-se uma alternativa real aos exames, que visam medir o quanto foi aprendido;
·                O webfólio é uma tarefa árdua a ser realizada: Por precisar de informações recolhidas através de professores, alunos e outros, o trabalho não se torna tão fácil. No entanto, colabora para a melhoria do aprendizado;












REFERENCIAS


REIS, Maria Isabel Pinto dos. Webfolios – instrumentos de ‘avaliação autêntica’. Universidade do Minho, 2006.